Jorge Amado

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Jorge Leal Amado de Faria OMCGOSEGOIHCBJM ou apenas Jorge Amado (Itabuna, 10 de agosto de 1912Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.[5][6] Jorge Amado é o autor mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão. Verdadeiros sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra foram criações suas.[7] Sua obra literária – 49 livros, ao todo – também já foi tema de escolas de samba por todo o País. Seus livros foram traduzidos em 80 países, em 49 idiomas,[8] bem como em braille e em fitas gravadas para cegos.[5]

Integrou os quadros da intelectualidade comunista brasileira desde o final da primeira metade do século XX - ideologia presente em várias obras, como a retratação dos moradores do trapiche baiano em Capitães da Areia, de 1937.

Jorge foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho. Mas em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prémio Camões.[9]

Nascido em uma fazenda que ficava em Ferradas, um antigo distrito da recém emancipada, Itabuna, Jorge Amado logo migraria para viver na cidade de Ilhéus por causa de uma forte enchente do Rio Cachoeira e por causa do surto de varíola e de gripe espanhola que sucedeu naquela parte do chão grapiúna, mas, foi registrado no cartório do povoado de Ferradas, como filho mais velho do Coronel João Amado de Faria e sua esposa de Eulália Leal.[7][10] Teve outros três irmãos: Jofre, Joelson e James, único nascido em Ilhéus.[10]

Foi justamente na sede da antiga capitania de São Jorge dos Ilhéus que Jorge passou parte de sua infância, por isso, muitos atribuem seu local de nascimento a cidade que serviu de cenário para os romances e novelas da temática do cacau.

adolescente, aos 14 anos, começou efetivamente a participar da vida literária, em Salvador. Foi um dos fundadores da "Academia dos Rebeldes", grupo de jovens que desempenhou um importante papel na renovação da literatura baiana. Os seus trabalhos eram publicados em revistas fundadas por eles mesmos.[10]

Foi para o Rio de Janeiro, então a capital do País, para estudar na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).[7] Durante a década de 1930, a faculdade era um polo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado.[5] Tornou-se um jornalista, e envolveu-se com a política ideológica comunista, como muitos de sua geração. Em 1946 foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) em São Paulo, o que lhe rendeu fortes pressões políticas.[11] Como deputado, foi o autor da emenda que garantiu a liberdade religiosa devido a ter visto o sofrimento dos que seguiam cultos africanos bem como protestantes no Ceará serem saqueados por fanáticos com uma cruz à frente – buscou assinaturas até conseguir a aprovação da sua emenda, e desde então a liberdade religiosa tornou-se lei.[5]

A sua obra é uma das mais significativas da moderna ficção brasileira, sendo voltada essencialmente às raízes nacionais. São temas constantes nela os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, as crenças, as tradições e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo.

Era primo do advogado, escritor, jornalista e diplomata Gilberto Amado[12] e da atriz Véra Clouzot.[13]

Foi casado com a também escritora Zélia Gattai, a qual o sucedeu em 2002 na cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras. Com ela, teve dois filhos: João Jorge (nascido em 25 de novembro de 1947) e Paloma Jorge (nascida em 19 de agosto de 1951).[14] Teve ainda outra filha, Eulália Dalila Amado (nascida em 1935, que morre precocemente quando tinha apenas 14 anos, em 1949), fruto de um casamento anterior com Matilde Garcia Rosa.[10][14]

Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Como um escritor profissional, viveu quase que exclusivamente dos direitos autorais de seus livros.

Durante o exílio na União Soviética, foi vigiado tanto pela CIA,[15] quanto pelos serviços de segurança soviéticos.[16]

Desligou-se do PCB em 1956, depois das denúncias de Nikita Khruchev contra Stálin no 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética.[17]

Em 1958 publicou Gabriela, Cravo e Canela, que representou um momento de mudança na produção literária do autor que até então abordava temas sociais.[18] Nesta segunda fase faz uma crônica de costumes, marcada por tipos populares, poderosos coronéis e mulheres sensuais.[18] Além de Gabriela, Cravo e Canela, os romances Dona Flor e seus dois maridos e Tereza Batista cansada de guerra são representativos desta fase.[18] Apesar do "turning-point" na obra, não deixou de ser publicado na URSS.[19]

Publicada pela primeira vez em 1966, a obra Dona Flor e seus dois maridos é considerada uma crônica de costumes da vida baiana. Regida sob a inspiração do realismo fantástico, a história mostra D. Flor como uma mulher que consegue realizar a fantasia de levar para a cama o marido falecido e o atual ao mesmo tempo. O primeiro, um malandro; o segundo, exatamente o seu contrário - só assim D. Flor sente-se realmente completa e feliz. O livro é pontuado de receitas culinárias, ritos de candomblé e exemplos de uma contradição que tão bem retrata o Brasil: o convívio do sério com o irresponsável, o prazer e o dever, a regra e o “jeitinho”. Sucesso editorial, D. Flor se tornou uma das mais populares personagens da literatura nacional.[20]

Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou sofrendo uma intervenção do Governo.[6]

Com a saúde debilitada havia alguns anos, morreu em 6 de agosto de 2001 devido a uma parada cardiorrespiratória.[21] Em junho do mesmo ano, já havia sido internado por causa de uma crise de hiperglicemia.[21] O corpo de Jorge Amado foi cremado e suas cinzas enterradas em sua casa no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. As cinzas de Zélia também estão depositadas no mesmo local, quando morreu em 2008.[22] Hoje funciona no local a Casa do Rio Vermelho, expondo lembranças da vida do casal de escritores.[23]

Uma das suas obras é o O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá que foi feita para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo seu filho e levado a Carybé para ilustrar.

Mesmo dizendo-se materialista, Amado era um praticante da Umbanda e do Candomblé – religião esta última na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Amado prezava no Candomblé eram as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Mãe Olga do Alaqueto, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca.

Como Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, Amado representava o modernismo regionalista (segunda geração do modernismo).[24]

Em sua atuação literária apresentou duas fases distintas: primeiramente de claro cunho social e político, que podem ser vistas em obras como O País do Carnaval, Cacau, Suor, Jubiabá, Capitães de areia e Os subterrâneos da liberdade, entre outras. Já em obras como Gabriela, cravo e canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos milagres, Tereza Batista cansada de guerra e Tieta do Agreste, pode-se ver um aspecto mais regionalista, segundo opinião do professor, crítico e historiador de literatura brasileira Alfredo Bosi:

A obra de Jorge já foi editada em 55 países, e vertida para 49 idiomas: albanês, alemão, árabe, armênio, azeri, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebraico, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão, lituano, macedônio, moldávio, mongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braille), sérvio, sueco, tailandês, tcheco, turco, turcomano, ucraniano e vietnamita.

O escritor recebeu vários prêmios nacionais e internacionais. Recebeu também graus de Comendador e de Grande-Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal e Venezuela, Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal a 8 de março de 1980 e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a 14 de julho de 1986,[25] além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por mais de dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela francesa Sorbonne foi o último que recebeu em pessoa durante sua derradeira viagem a Paris em 1998, quando já estava doente.[7]

Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha; da Academia das Ciências de Lisboa; da Academia Paulista de Letras; e membro especial da Academia de Letras da Bahia.[26]

Em 1961 foi lançado, o livro "Jorge Amado - 30 Anos de Literatura".[27]

Em 1967, a União Brasileira de Escritores (UBE) fez a proposta ao comitê do Prémio Nobel indicado Amado a concorrer ao Nobel de Literatura, porém o próprio recusou. No ano seguinte, torna a fazer a proposta.[28]

Em 2012, o Correio do Brasil lançou o Selo Jorge Amado 100 anos, em homenagem ao centenário de nascimento do escritor,[29] como também foi homenageado pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense com o enredo Jorge, Amado Jorge.[30]

Em 4 de dezembro de 2014 recebeu (post mortem) da Assembleia Legislativa da Bahia a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira,[nota 1] em razão de sua trajetória em defesa dos interesses sociais, a mais alta honraria do Estado.[31]

Em 2017 foi homenageado pela ciência brasileira ao ter seu nome dado inspiração para batizar uma nova espécie de anfíbio descoberta no território brasileiro, a Phyllodytes amadoi.[32]

Jorge Amado foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar e que pertencia anteriormente a Otávio Mangabeira. De sua experiência acadêmica bem como para retratar os casos dos imortais da ABL, publicou Farda, fardão, camisola de dormir numa alusão clara ao formalismo da entidade e à senilidade de seus membros da época.[5]

São mais do que 100 000 páginas em processo de catalogação as cartas trocadas com gente do mundo inteiro, guardadas em um acervo isolado de sua fundação. A doação foi entregue com uma ressalva, por escrito: "Jorge escreveu que somente cinquenta anos após sua morte esse material devia ser aberto ao público", segundo a poeta Myriam Fraga, que dirige a casa desde sua criação há vinte anos.

De relatos sobre livros e obras de arte a fatos do cotidiano, correspondeu-se com grandes escritores, poetas e intelectuais de seu tempo: Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato e Gilberto Freyre, entre tantos outros brasileiros; Pablo Neruda, Gabriel García Márquez e José Saramago, entre tantos outros estrangeiros. No campo da política, a correspondência se estabeleceu com nomes os mais variados como: Juscelino Kubitschek, François Mitterrand e Antônio Carlos Magalhães.

As cartas mostram como o escritor recebia os mais imprevistos pedidos bem como apresentava pessoas umas às outras em época em que era intenso o diálogo via postal. A correspondência pessoal de Jorge Amado pode oferecer inestimável fonte de pesquisa.[5]

Alguns trechos retirados de reportagem exclusiva, por Josélia Aguiar, à Revista Entre Livros - Ano 2 - nº 16:

Entre outros que faziam parte do círculo de amizades de Jorge Amado vale citar: Federico Fellini, Alberto Moravia, Yves Montand, Jorge Semprún, Pablo Picasso, Oscar Niemeyer, Vinícius de Moraes, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.[33]

Em 1995 iniciou-se o processo de revisão da obra do escritor por sua filha Paloma e os livros ganharam novo projeto gráfico. Atualmente, os direitos pertencem a editora Companhia das Letras, que está relançando todos os seus livros.[34][35]

Muitas de suas obras foram adaptadas para cinema, TV, teatro e rádio, bem como para histórias em quadrinhos.[10][26] Em 1960 estreou na TV Tupi a adaptação de Gabriela, Cravo e Canela, de Antônio Bulhões de Carvalho e dirigida por Maurício Sherman. Em 1975, outra adaptação do romance Gabriela, feita por Walter George Durst estreou na televisão pela Rede Globo. Em 1976 estreou no cinema Dona Flor e seus Dois Maridos com direção de Bruno Barreto. O filme foi um sucesso de bilheteria, assistido por mais de dez milhões de espectadores. Ainda virou minissérie e peça. Em 1982 e 1987 estrearam, respectivamente, no teatro Capitães de Areia e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. A Rede Bandeirantes levou ao ar uma adaptação de Capitães de Areia a televisão em 1989. No mesmo ano, a Rede Globo estreou a telenovela Tieta, com direção de Reynaldo Boury, Ricardo Waddington, Luiz Fernando Carvalho e Paulo Ubiratan. Em 1995, a Rede Manchete adaptou a obra Tocaia Grande para televisão. Em 1998, foi ao ar mais uma adaptação da obra Dona Flor e Seus Dois Maridos, desta vez em formato de minissérie. Em 2012, o remake de 1975 de Gabriela foi exibido pela Rede Globo.

1959: Jorge Amado • 1960: Marques Rebelo 1961: Maria de Lourdes Teixeira 1962: Osório Alves de Castro 1963: Marques Rebelo 1964: Francisco Marins 1965: José Cândido de Carvalho 1966: Erico Verissimo 1967: José Mauro de Vasconcelos 1968: Bernardo Élis 1969: Ibiapaba Martins

1970: Maria de Lourdes Teixeira 1971: Lenita Miranda de Figueiredo 1972: Luis Martins 1973: Rubens Teixeira Scavone 1974: Lygia Fagundes Telles 1975: Adonias Filho 1976: Ivan Ângelo 1977: Herberto Sales 1978: Clarice Lispector 1979: Mário Donato

1980: Fernando Sabino 1981: Dyonélio Machado 1982: Sylviano Santiago 1983: José J. Veiga 1984: Rubem Fonseca 1985: João Ubaldo Ribeiro 1986: Rubem Mauro Machado 1987: Maria Adelaide Amaral 1988: Emil Farhat 1989: Maria Alice Barroso Renato Modernell

1990: Milton Hatoum 1991: Zulmira Ribeiro Tavares 1992: Chico Buarque de Hollanda 1993: Rachel de Queiroz João Silvério Trevisan José J. Veiga Moacyr Scliar Silviano Santiago 1994: Isaías Pessotti João Gilberto Noll Otto Lara Resende 1995: Jorge Amado • João Silvério Trevisan José Roberto Torero 1996: Ivan Ângelo Rodrigo Lacerda Carlos Heitor Cony 1997: João Gilberto Noll Fausto Wolff Flávio Moreira da Costa Luiz Alfredo Garcia-Roza 1998: Luiz Alfredo Garcia-Roza Márcio Souza Sérgio Sant'Anna 1999: Carlos Nascimento Silva Sônia Coutinho Modesto Carone

2000: Moacyr Scliar Flávio Aguiar Carlos Heitor Cony 2001: Milton Hatoum Patrícia Melo Domingos Pellegrini 2002: Rubens Figueiredo Dionisio Jacob Luís Giffoni 2003: Ana Miranda Domingos Pellegrini Bernardo Carvalho 2004: Bernardo Carvalho Luiz Antonio de Assis Brasil Chico Buarque de Hollanda 2005: Nélida Piñon João Gilberto Noll Cristóvão Tezza 2006: Milton Hatoum Godofredo de Oliveira Neto Domingos Pellegrini Edgard Telles Ribeiro 2007: Carlos Nascimento Silva Luiz Ruffato Antônio Torres 2008: Cristóvão Tezza Bernardo Carvalho Beatriz Bracher 2009: Moacyr Scliar Milton Hatoum Daniel Galera

2010: Edney Silvestre Chico Buarque de Hollanda Luis Fernando Verissimo 2011: José Castello Rubens Figueiredo José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta • 2012: Oscar Nakasato • Edival Lourenço Chico Lopes 2013: Evandro Affonso Ferreira Victor Heringer Daniel Galera 2014: Bernardo Carvalho Michel Laub Veronica Stigger 2015: Maria Valéria Rezende João Anzanello Carrascoza Evandro Affonso Ferreira 2016: Julián Fuks Luis S. Krausz • Sheyla Smanioto 2017: Silviano Santiago Cristóvão Tezza Maria Valéria Rezende 2018: Carol Bensimon 2019: Tiago Ferro 2020: Itamar Vieira Junior

1989: Miguel Torga 1990: João Cabral de Melo Neto 1991: José Craveirinha 1992: Vergílio Ferreira 1993: Rachel de Queiroz 1994: Jorge Amado • 1995: José Saramago 1996: Eduardo Lourenço 1997: Pepetela 1998: Antonio Candido 1999: Sophia de Mello Breyner 2000: Autran Dourado 2001: Eugénio de Andrade 2002: Maria Velho da Costa 2003: Rubem Fonseca 2004: Agustina Bessa-Luís 2005: Lygia Fagundes Telles 2006: José Luandino Vieira 2007: António Lobo Antunes 2008: João Ubaldo Ribeiro 2009: Arménio Vieira 2010: Ferreira Gullar 2011: Manuel António Pina 2012: Dalton Trevisan 2013: Mia Couto 2014: Alberto da Costa e Silva 2015: Hélia Correia 2016: Raduan Nassar 2017: Manuel Alegre 2018: Germano Almeida 2019: Chico Buarque 2020: Aguiar e Silva 2021: Paulina Chiziane

1950: Frédéric Joliot-Curie - Soong Ching-ling - Hewlett Johnson - Eugénie Cotton - Arthur Moulton - Pak Chong Ae - Heriberto Jara Corona • 1951: Guo Moruo - Monica Felton - Oyama Ikuo - Pietro Nenni - Anna Seghers - Jorge Amado • 1952: Johannes Becher - Elisa Branco - Ilya Ehrenburg - James Gareth Endicott - Yves Farge - Saifuddin Kitchlew - Paul Robeson 1953: Andrea Andreen - John Desmond Bernal - Isabelle Blume - Howard Fast - Andrew Gaggiero - Leon Kruczkowski - Pablo Neruda - Nina Vasilevna Popova - Sahib-singh Sokhey - Pierre Cot • 1954: Alain Le Léap - Baldomero Sanincano - Prijono - Bertolt Brecht - André Bonnard - Thakin Kodaw Hmaing - Felix Iversen - Nicolás Guillén - Denis Nowell Pritt • 1955: Lázaro Cárdenas - Mohammed Al-Ashmar - Joseph Wirth - Ton Duc Thang - Akiko Seki - Ragnar Forbeck • 1957: Louis Aragon - Emmanuel d'Astier - Heinrich Brandweiner - Danilo Dolci - Maria Rosa Oliver - Chandrasekhara Venkata Raman - Udakandawala Saranankara Thero - Nikolay Semenovich Tikhonov • 1958: Josef Lukl Hromádka - Artur Lundkvist - Louis Saillant - Kaoru Yasui - Arnold Zweig 1959: Otto Buchwitz - W. E. B. Du Bois - Nikita Khrushchov - Ivor Montagu - Kostas Varnalis

1960: Laurent Casanova - Cyrus Eaton - Sukarno 1961: Fidel Castro - Ostap Dlussky - William Morrow - Rameshvari Neru - Mihail Sadoveanu - Antoine Tabet - Ahmed Sékou Touré 1962: István Dobi - Olga Poblete de Espinosa - Faiz Ahmed Faiz - Kwame Nkrumah - Pablo Picasso - Georgi Traikov - Manolis Glezos 1963: Oscar Niemeyer 1964: Dolores Ibárruri - Rafael Alberti - Aruna Asaf Ali - Kaoru Ota • 1965: Miguel Ángel Asturias - Mirjam Vire-Tuominen - Peter Ayodele Curtis Joseph - Giacomo Manzù - Jamtsarangiyn Sambuu • 1966: Herbert Warnke - Rockwell Kent - Ivan Málek - Martin Niemöller - David Siqueiros - Bram Fischer • 1967: Joris Ivens - Nguyen Thi Dinh - Jorge Zalamea - Romes Chandra - Endre Sík - Jean Effel • 1968-1969: Akira Iwai - Jarosław Iwaszkiewicz - Khaled Mohieddin - Linus Pauling - Shafie Ahmed el Sheikh - Bertil Svahnstrom - Ludvík Svoboda

1970-1971: Eric Henry Stoneley Burhop - Ernst Busch - Tsola Dragoicheva - Renato Guttuso - Kamal Jumblatt - Alfredo Varela 1972: James Aldridge - Salvador Allende - Leonid Brejnev - Enrique Pastorino • 1973-1974: Luis Corvalán - Raymond Goor - Jeanne Martin-Cissé • 1975-1976: Hortensia Bussi de Allende - János Kádár - Seán MacBride - Samora Machel - Agostinho Neto - Yannis Ritsos • 1977-1978: Kurt Bachmann - Freda Yetta Brown - Angela Davis - Vilma Espín Guillois - Kumara Padma Sivasankara Menon - Halina Skibniewska • 1979: Hervé Bazin - Lê Duẩn - Urho Kekkonen - Abd al-Rahman al-Sharqawi - Miguel Otero Silva

1980-1982: Mahmoud Darwish - John Morgan - Líber Seregni - Míkis Theodorákis 1983-1984: Indira Gandhi - Jean-Marie Léger - Eva Palmer - Nguyễn Hữu Thọ - Luis Vidales - Joseph Weber - Charilaos Florakis • 1985-1986: Miguel d'Escoto - Dorothy Hodgkin - Herbert Mies - Julius Nyerere - Petr Tanchev • 1986-1987: Evan Litwack

1990: Nelson Mandela

Passaporte de Jorge Amado
Bacharel em direito, 1935, mas nunca exerceu a profissão de advogado
Assinatura de Jorge Amado na promulgação da Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1946, a primeira de cima para baixo
Jorge Amado em 1972
Jorge Amado (esquerda) com Gabriel García Márquez (centro) e Adonias Filho (direita)
Posse de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras, 1961. Arquivo Nacional
Coleção de obras de Jorge Amado, decorada com o autógrafo e a efígie do autor, publicada em 1983 pela editora Record
Algumas obras numa biblioteca pública