Tietê

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Tietê é um município brasileiro do estado de São Paulo situado no extremo norte da Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião de Piracicaba e na Microrregião de Piracicaba. Localiza-se a uma latitude -23º06'07" sul e a uma longitude -47º42'53" oeste, estando a uma altitude de 508 metros. Sua população estimada em 2018 era de 41.622 habitantes.Possui uma área de 404,396 km². O município é formado somente pelo distrito sede, que inclui o povoado de Sete Fogões[5][6].

A história de Tietê teve origens com os bandeirantes que desbravavam o interior paulista navegando pelo rio Tietê em busca de metais preciosos e cativos (índios escravizados) na Região Centro-Oeste do Brasil.

A fertilidade do solo atraiu grande número de aventureiros e pessoas afeitas à lavoura que vieram para cá. Quase na embocadura do Ribeirão do Pito Acesso (Ribeirão da Serra), estava localizado o ancoradouro das canoas que, formando as monções demandavam de Cuiabá carregados de ouro e pedras preciosas. À margem do rio, moradores construíram as primeiras habitações formando assim o vilarejo Pirapora do Curuçá. Ele recebeu esse nome devido a uma pedra localizada à margem esquerda do rio, que os índios chamavam Curuçu-Guaçu (que em tupi significa "cruz grande", a partir da composição de kurusu, "cruz", e de gûasu, "grande"), pois, nela havia uma cruz entalhada.

Em 1570, como relatam crônicas do padre José de Anchieta ocorreu um naufrágio entre Porto Feliz (antiga Araritaguaba) e Tietê. Este relato indica a presença de colonizadores desde o início do descobrimento. Durante as monções, no final de século XVIII, Pirapora do Curuçá foi o primeiro e mais importante porto de reabastecimento e descanso para o bandeirantes que saiam de Araritaguaba (Porto Feliz).

Em 1747, o vigário Francisco Campos fazendo um breve levantamento que pode ser considerado o primeiro censo de Tietê, constatou que na região que descia o rio numa distância de quatro léguas da matriz existiam cerca de cento e quarenta casas.

Em 3 de agosto de 1811 Pirapora do Curuçá foi elevada à condição de freguesia da Santíssima Trindade da Pirapora do Curuçá. No ano posterior em 1812, se instala a primeira paróquia de, denominada Paróquia da Santíssima Trindade, que estava situada temporariamente na rua do Porto Geral (atual rua Cap. João Batista Nitrini), e teve como seu primeiro vigário o Pe. Manuel Paulino Ayres, que fora responsável por cuidar da instalação da paróquia, e realizar os primeiros batismos entre outras funções sacras. Posteriormente através de doações e serviços manuais é concluída a construção da primeira Matriz de Tietê (local onde hoje é o paço municipal), as obras foram iniciadas em 1814 e terminadas em 1816.

Em 8 de março de 1842, a freguesia virou município e o nome da vila perdurou até 1867 quando foi mudado para Tietê.

Tietê possui diversos atrativos históricos como casarões que fazem parte do patrimônio municipal, o município ostenta o título de "Cidade Jardim" devido à “Praça Dr. Elias Garcia", detentora de arquitetura francesa com fontes luminosas e coreto construído em 1935. Possui também o “Parque Ecológico Cornélio Pires” localizado no Bairro Sapopemba, zona rural do município, aonde Cornélio Pires, grande  jornalistaescritorfolclorista, empresário e ativista cultural nasceu e viveu. Sua casa fora transformada em museu em sua homenagem.

Atualmente a economia do município está voltada para agricultura, indústria sucroalcooleira, confecções infanto-juvenis e fabricação de artefatos de madeira.

O setor terciário (serviços) é oque contribui com a maior parte do PIB municipal, representado em dados de 2016, R$ 809.226.670,00 de valor adicionado bruto, seguido pela Indústria com R$ 503.470.760,00 e a Agropecuária, com R$ 61.528.730,00.[7]

A arrecadação de impostos atingiu R$ 197.346.780,00 em 2015. [7]

Somados a produção e a arrecadação de impostos, o município apresentava um PIB a preços correntes no valor de R$ 1.629.949.740,00.[7]

A sua localização privilegiada, próximo a grandes centros como Campinas (80km), Piracicaba (45 km) e Sorocaba (50 km), ajuda no Desenvolvimento Econômico do município.

O município está inserido na Região Metropolitana de Sorocaba.

Salário médio mensal dos trabalhadores formais: 2,3 salários mínimos[8]

Pessoal ocupado: 15.313 pessoas [8]

População ocupada: 37,2%[9]

Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: 25,8%[10]

Segundo o Cadastro Central de empresas, em 2017, o município contava com 1.684 empresas atuantes e gerava pouco mais de R$384 milhões em salários pagos.[8]

Em 2017 o município contava com 418 estabelecimentos agropecuários em 26.507,955 hectares de áreas agrícolas registradas, das quais 7.621,377 hectares de área colhida com cana-de-açúcar. [11] [12]

O município de Tietê situa-se no médio baixo curso do rio Tietê, numa região fisiográfica chamada Depressão Periférica do estado de São Paulo, com área de 404,396 km².

O Perímetro Urbano, instituído pela Lei Municipal 1.747/86, compreende uma superfície de 50 km² e a zona rural 354,396 km².

A área urbanizada de fato compreende uma superfície de 26,484 km².[14]

O município está inserido na Região Administrativa, de Governo e Metropolitana de Sorocaba;

O município está inserido nas UGRHI-10, gerido pelo Comitê de Bacia Hidrográfica Sorocaba e Médio Tietê e UGRHI-5, gerido pelo comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Sendo a maior área do território na Bacia Hidrográfica do Sorocaba e Médio Tietê. [15]

O sinal analógico foi desligado no município em 17 de Janeiro de 2018.

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que inaugurou a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi vendida para a Telefônica, que em 2012 adotou a marca Vivo para suas operações[16][17].

Município de Tietê em 1923.